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INVERNO, QUEIJO, PÃO E VINHO

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O queijo é alimento eclético, que se adapta e pode ser apreciado em qualquer estação. Mas deve-se admitir: é no inverno que se destaca em saborosos pratos quentes ou mesmo cru, com seus rituais, acompanhado de bons amigos, um delicioso vinho e, quem sabe, uma lareira.

O pão é indispensável para acompanhá-lo. Queijo, vinho e pão são as três grandes conquistas alimentares que resultam do processo de fermentação, a herança das leveduras.

Prefira pães franceses para acompanhar o brie, de casca com fungo branco. Para outros tipos de queijo opte entre o pão de nozes, ciabattas ou pães italianos. Uma regra simples e prática é memorizar que quanto mais delicado for o queijo mais branco e sem sal deve ser o pão, e mais branco e seco deve ser o vinho.

Os queijos de frisos azuis, como o roquefort, de sabor distinto, vigoroso e bem salgado, e o gorgonzola, cremoso e ligeiramente amargo, ficam perfeitos quando acompanhados de vinhos doces licorosos, como o Sauternes francês, o Porto e o Tokai húngaro. Outros queijos azuis de destaque são o inglês Stilton, o dinamarquês Danish Blue e o Mellow Blue, cremoso e suave, à base de iogurte.

A família dos queijos azuis é imensa e todos possuem características semelhantes, massa úmida e farelenta, veios espalhados de maneira uniforme, gosto acre e viscoso. Os franceses, como o Causses, por exemplo, têm sabor consistente, massa amarelada ou branca, veios de mofo azulado. É ideal para ser degustado com tinto encorpado.

Entre os outros queijos de mofo azul franceses destacam-se Laqueuille, com sabor acentuado de mofo, o Loudes, com massa firme e elástica, grudenta e levemente azeda, sem odor particular, o Le Petit Bayard, com massa não-cozida e não-prensada, entre tantos outros.

Os queijos de massa amarelada e cozida como, por exemplo, o Emmenthal, o Gruyère ideal para a preparação do fondue e o Caverna pedem tintos ligeiros, frutados e jovens. Tente harmonizá-los com um vinho leve e frutado, como o Beaujolais Nouveau ou um Gamay nacional.

O provolone é um dos queijos mais conhecidos do mundo. Sua casca apresenta coloração dourada, seu sabor e aroma são característicos, resultantes do processo de defumação. Temos que tomar cuidado quando degustamos o provolone, pois seu gosto impregna a boca e não permite o mesmo paladar para apreciar os outros. O ideal, depois de degustar um bom provolone, é comer um pedaço de pão e tomar um gole de vinho.

Originário da França, o Saint-Paulin era, inicialmente, fabricado por monges trapistas e foi o primeiro queijo produzido com leite pasteurizado, em torno de 1930. É um queijo de massa extremamente fina e untuosa, casca fina e úmida. Seu sabor delicado é inconfundível e sua consistência, deliciosamente macia.

O queijo Edam, de origem holandesa, caracteriza-se pelo formato esférico e pode ser consumido no dia-a-dia. Sua massa é consistente, porém cremosa e de sabor suave. A casca apresenta coloração avermelhada proveniente do processo de tingimento característico desse queijo. Vinhos brancos frutados, como o Saint-Émilion, são ideais para acompanhá-lo.

Para fazer par com queijos concentrados, como o parmesão, o ideal é um vinho tinto maduro ou fortificado. O autêntico parmesão é originário da Parma, na Itália, onde é conhecido como Parmiggiano Reggiano.

O queijo itálico é fabricado originalmente na Itália, nas montanhas da Lombardia. Possui massa fina e macia, apresentando olhaduras redondas e espelhadas. Sua casca é espessa e amarelada, fruto do processo de maturação. Esse queijo nobre é ideal como aperitivo e pede vinhos brancos alegres e frutados, como os Soave, Frascati, Riesling,Gewurztraminer, etc.

Os queijos de cabra, por exemplo, pedem vinhos mais ácidos. Já para acompanhar a muzzarela de búfala prefira vinhos com boa acidez e pouco corpo, como um Sauvignon Blanc, Pinot Grigio ou Riesling nacional.

Quem acredita que queijos mais suaves como o Brie, originário da região francesa, e o Camembert, produzido originalmente na Normandia, são ideais somente no verão, está enganado. Todos os tipos de queijos, tanto no inverno quanto no verão, casam muito bem com o vinho. Para não errar, tente harmonizar o sabor leve desses queijos com um branco ligeiramente adocicado, como um Gewurztraminer, Riesling Renano, Muscat seco, etc.

NOVOS MOJITOS

quinta-feira, 19 de junho de 2008


Para marcar a chegada do Rum Barceló da Republica Dominicana, ao mercado brasileiro, a empresa vai promover um Drink Challenge entre profissionais da coquetelaria paulista para criar o melhor drink tropical com o Rum Barceló Añejo que deverá ser a grande pedida do verão 2009.

O concurso acontecerá no dia 30 de junho, na pizzaria Veridiana, nos jardins, cuja coordenação está a cargo do mais famoso barman do Brasil, Mestre Derivan Ferreira de Souza. Serão 30 participantes que deverão criar um novo drink na frente de duas comissões julgadoras: uma que analisará a técnica do profissional e a outra que analisará, às cegas, os aspectos visual e gustativo da bebida.
O Rum Barceló hoje é de propriedade da empresa Espanhola BAINSA. A venda de rum na Europa aumentou expressivamente nos últimos anos e drinks com rum são a tendência do verão europeu. Segundo especialistas de marketing o trópico é um grande apelo na Europa, imagens de palmeiras e tropicalidade fazem muito sucesso por lá. E porque aqui seria diferente?
Segundo o especialista em coquetelaria Derivan, “a mistura de destilado com frutas e sucos tem tudo a ver com o nosso clima e nossas características. No caso, o rum Barceló, da República Dominicana, entra com a melhor bebida e nós com as melhores frutas” avalia. Para Derivan, a coquetelaria é muito agregadora, diferente de outras bebidas mais formais, e por isso muito identificada com o nosso clima tropical e a alegria do verão. Os drinks com rum retratam alegria com aroma, cor e descontração.

Prêmio-Como prêmio, o barman campeão vai ganhar uma viagem técnica a República Dominicana onde vai conhecer todas as etapas de produção da bebida, desde a matéria prima até a fábrica, sua destilação e envelhecimento. Serão promovidos também contatos com profissionais de coquetelaria local. O segundo e terceiro lugar serão premiados com um notebook e um desktop.
O concurso marcará o lançamento do produto no mercado brasileiro e para este evento espera-se um público de 200 pessoas entre profissionais da área de restaurantes e especialistas. No evento serão servidos os drinks com rum mais conhecidos dos brasileiros, o Mojito, o tradicional Cuba Libre e, é claro, uma caipirinha.
Os produtos Barceló englobam vários tipos de Rum, mas num primeiro momento só o Barceló Añejo será comercializado no Brasil, e utilizado no concurso. Na América do Sul, o Barceló é distribuído pela Alambique S.A., empresa com sede em Montevidéu, Uruguai. Como ainda não chegou ao Brasil seu preço não foi definido, mas com certeza será muito competitivo.

O que é o Rum-O Rum é um destilado alcoólico que se obtém do melaço da cana. Sua história volta ao descobrimento da América pelo almirante Cristobal Colon que trouxe a cana da Espanha em uma de suas viagens ao novo mundo. Mesmo que seja produzido nos cinco continentes, o mais apreciado é o produzido nas Antilhas, pois o clima caribenho revelou-se o mais apropriado para o cultivo da cana de açúcar e para a obtenção de rum da melhor qualidade. Isso pode ser observado nos runs típicos da República Dominicana.

A República Dominicana - No coração do Caribe fica a República Dominicana, a primeira colônia Européia permanente na América. San Pedro de Macoris, onde esta situada a fábrica do Barceló tem uma temperatura media constante de 30ºC com umidade de 90% o que é ideal para o envelhecimento (um ano nesse clima equivale a 4 anos na Escócia).
A legislação local é muito severa e determina que o rum seja envelhecido no mínimo 12 meses, em barricas de carvalho americano. Muitos países que produzem rum sem qualquer controle governamental ou padrões como o da Republica Dominicana. Tais países se aproveitam dessa brecha na lei para colocar idades falsas nos rótulos.

A origem-O Run Barceló nasceu em 1930 do sonho do espanhol Julián Barceló que fundou Barceló & Cia, na cidade de Santo Domingo, República Dominicana. A marca Barceló rapidamente converteu-se em uma referência entre os runs locais e em 1992 começou o processo de internacionalização. Em 2000 é criada a BAINSA Barceló International com um grupo de grande tradição na produção e na comercialização de vinhos e bebidas espirituosas na Espanha, que hoje representa o Rum Barceló com exclusividade, em mais de 40 países.
A destilaria onde o Barceló é produzido atualmente foi criada em 2002 com o objetivo de elaborar Rum de alta qualidade. Suas instalações contam com tecnologia de ponta, equipamentos que superam muito os regulamentos da Indústria de bebidas e profissionais qualificados, sendo a única destilaria de elaboração do Rum da República Dominicana, e a segunda do Caribe, merecedora da certificação internacional ISO 9001:2000.