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SEVILHA, EU ESTIVE AQUI

terça-feira, 8 de julho de 2008

Em Sevilha, durante sua visita a cidade, aproveite para saborear a gastronomia local e dançar ao ritmo do “flamenco”Sevilha é a capital da Andaluzia e tem uma população com mais de 700 mil habitantes. Esta maravilhosa cidade contém um respeitável legado histórico que contrasta harmoniosamente com a nova arquitetura e novas tecnologias que foram reforçadas quando da Expo Sevilha 92.

Uma das melhores épocas para visitar esta cidade espanhola é durante a Semana Santa, a grande festa religiosa da cidade, onde as manifestações espirituais espalham-se pelas ruas ornamentadas com motivos festivos e coloridos. Nesta época do ano, todo o povo sevilhano desce à rua para dar vida a uma tradição que já tem 400 anos. Um dos monumentos mais apreciados por quem visita Sevilha é a torre Giralda, que começou a ser construída no final do século XII. Da parte mais alta da torre é possível obter uma admirável vista panorâmica da cidade. No topo da torre encontra-se uma bela figura de bronze que representa uma mulher grávida, simbolizando a fé.

Comer bem-No que toca a assuntos gastronômicos, o sevilhano prefere a variedade à quantidade. A cozinha sevilhana tem fama de ser a mais rica e saborosa de toda a Espanha. As famosas e típicas tapas podem ser facilmente saboreadas em qualquer bar ou cafeteria local. Nos pratos principais da gastronomia desta cidade espanhola, encontramos o gaspacho, a salada sevilhana, o lombo de porco com manteiga, a vitela sevilhana (com azeitonas e vinho branco) e a pringá, que consiste uma mistura de vitela com toucinho, morcela, chouriço e presunto. Um dos traços comuns nos pratos da Andaluzia é o azeite, proveniente de azeitonas que são bastantes cultivadas nesta região da Espanha.

Quem visita Sevilha tem obrigatoriamente que assistir a um espetáculo de flamenco. Esta dança constitui a expressão mais pura do folclore da Andaluzia. As origens desta arte não estão completamente definidas, mas poderão estar relacionadas com a chegada no século XV, do povo cigano às províncias de Cádiz e Sevilha. Atualmente, o flamenco transporta à fama inúmeros artistas espanhóis e, por vezes, funde-se com outros gêneros musicais. Na cidade de Sevilha, os turistas podem desfrutar diariamente da representação desta arte nos conhecidos tablados dos estabelecimentos noturnos que vivem do culto desta arte conhecida no mundo inteiro. Todos os anos, em Sevilha ocorrem festivais relacionados com o flamenco. O mais importante de todos é a Bienal da Arte do Flamenco. Este festival acontece todos os anos pares e recebe em Sevilha todos os expoentes máximos da dança, do canto e da guitarra flamenca

VENEZA;EU ESTIVE AQUI

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Há destinos turísticos que são intemporais, não existindo condicionalismos de qualquer ordem que impeçam uma visita, a não ser, é claro, de ordem financeira. É assim Veneza. Qualquer momento é bom para descobrir a velha Cidade do Leão.
Contudo, há épocas do ano em que o seu esplendor é ainda maior. Desde o princípio da primavera, até ao fim do verão, as regatas, que percorrem os canais, são um acontecimento cheio de beleza e cor, que encantam milhares de espectadores e trazem mais magia à cidade.




Ao que parece, estas manifestações populares, de um povo sempre inclinado para as atividades marítimas, teriam começado durante exercícios entre besteiros, organizados na zona do Lido. Os remadores das grandes embarcações, que esperavam esses homens junto da Praça de São Marcos, divertiam-se criando rivalidades entre eles.
Vendo neste jogo um modo de treinar o povo para a guerra, o Estado instituiu, em 1300, numa regata oficial. Desde então, as regatas multiplic
aram-se e a tradição foi-se mantendo até aos nossos dias. Em 1825, decidiu-se organizar uma grande regata que relembraria as tradições do fausto da Sereníssima. Nasceu, desta maneira, a Regata Histórica que, em setembro, continua a deslumbrar milhares de pessoas. A cidade está cada vez mais saturada de turistas. Por esta razão, estão sendo tomadas medidas e vão ser cobrados dos viajantes mais alguns trocados, principalmente nas viagens dos “vaporetos”, que contribuirão para cuidar cada vez melhor desta cidade encantada.
Em Veneza existem igrejas belíssimas, ótimos museus, palácios de sonho, recantos cheios de poesia, hotéis quase místicos.
Pelas ruas estreitas, atravessando as pontes ou nos jardins PapaDoli, sentem-se os passos de Casanova e Visconti, ouvem-se as músicas de Vivaldi e por todo lado continuam a ver-se muitos casais apaixonados, naquela cidade que faz parte d
o imaginário do romantismo

Conselhos úteis

Gastronomia:
Há lugares onde se podem comer sardinhas de escabeche com pinhões, uma receita muito antiga. O peixe é ótimo. Um jantar ou um aperitivo no Harry’s Bar é sempre agradável. Jantar na Ostaria a la Campana é agradável e relativamente barato. Na ilha de Torcello, o restaurante Locanda Cipriani é um local agradável e com boa c
ozinha.

O que fazer:
Visitar muitas igrejas, ir à academia, à Basílica de S. Marcos, à Scuola de S. Roque, ao Palácio dos Doge
s, ou ainda, à Fundação Guggenhein. Ouvir um concerto na Scuola Grande di S. Giovanni Evangelista será, com certeza, um momento muito agradável.
O que comprar:
Máscaras muito belas, vidros de Murano, rendas de Burano e os típicos chapéus de palha.

TORONTO;EU ESTIVE AQUI

terça-feira, 10 de junho de 2008

Verdadeiro centro cultural, financeiro e étnico, Toronto é aquilo que se pode chamar de um mundo dentro de uma cidade. Terra composta por mais de 100 culturas diferentes, o seu nome significa, no dialeto das tribos indígenas nativas, local de encontro.

Com uma população rondando os 4 milhões de habitantes, é a maior cidade do Canadá, oferecendo uma fantástica atmosfera urbana, repleta de festivais e eventos onde o cinema, o jazz, a dança e a literatura ganham contornos únicos.
Situada a noroeste do Lago Ontário, a cidade foi fundada em 1834, pelo então império britânico. Porém
, só em 1867, quando o Canadá passou a ser reconhecido como Estado, é que Toronto se tornou a capital da província de Ontário. Na primeira metade do século XX, enquanto a nova nação procurava estabelecer a sua identidade própria, sucessivas ondas de emigrantes, tentando escapar das duas grandes guerras, criaram um padrão multiétnico que fez florescer, significativamente, as artes e a cultura no Canadá. Foi precisamente nesse período que foram criadas a Orquestra Sinfônica de Toronto, o Museu Real e a Galeria de Arte de Ontário, que abriga mais de 15 mil quadros.

O seu progressivo desenvolvimento como um dos principais pólos de agricultura e indústria, em parte devido à grande proximidade com os vastos recursos naturais da região, acabou por transformá-la na fonte abastecedora de, praticamente, toda a América do Norte.
Os amplos espaços verdes recortados pelas profundas cataratas do Niágara, cujas águas se precipitam de uma altura de mais de 56 metros, fizeram florescer o turismo na região, conferindo-lhe uma beleza natural ímpar. Viajando ao centro da cidade, onde as pitorescas casas de arquitetura inglesa colonial foram há tempos lar da aristocracia loca
l, os mercados de St. Lawrence e Kensington dominam toda a área.

Fundado pelos novos emigrantes que foram chegando a partir de 1960, o espaço foi ‘dominado’, essencialmente, por portugueses. A sua influência em Kensington teve um impacto significativo nos produtos e bens comercializados, tendo perdurado até à chegada dos chineses, nos anos 70, com a construção da famosa Chinatown, fazendo com que a comunidade de Toronto adquirisse novo fôlego, fundindo-se no caldeirão multicultural que perdura até hoje

Conselhos úteis
Onde ficar: Chelsea Delta Hotel de Toronto
****, com estadia, por noite, por cerca de U$$ 150, ou o Sutton Pallace Hotel *****, por U$$ 178.
Locais a visitar: Ao fazer o circuito pelas Cataratas do Niágara, embarque
a bordo do famoso maid of the Mist, para sentir de perto a força das águas caindo a poucos metros do barco. Não deixe, igualmente, de percorrer a bucólica estrada panorâmica de Wine Route, que conduz à histórica Niagara-on-the-Lake, um dos principais pontos turísticos da América do Norte. À noite vá até ao mirante local admirar a maravilhosa iluminação das cataratas.

Roterdã; Eu estive aqui

sexta-feira, 25 de abril de 2008



O país das maravilhas fica em Roterdã.
Entre o
bras de Picasso a cada esquina, casas feitas de cubos enviesados e arquiteturas que desafiam a tradição, à mistura de gente que chegou dos quatro cantos do planeta. Quase o mundo inteiro numa única cidade. Há cidades assim!

Entramos em um trem com hora e destinos marcados e, assim que trocamos a nervosa estação ferroviária pelas ruas desconhecidas, ganhamos a sensação de entrar numa máquina do tempo. Roterdã é assim. Uma pequena metrópole que perdeu a conta da idade, onde tão facilmente se descobrem velhas e sombrias casas que, três séculos antes, abrigaram os peregrinos antes de navegarem rumo ao Novo Mundo, como se esbarra em edifícios de arquitetura futurista capazes de desafiar a gravidade. Da mesma forma que se entra numa rua onde flutuam aromas de especiarias indianas e se sai com os ouvidos e o olhar inundados por ritmos nascidos na África. Um coquetel de surpresas e contrastes servido com requintes europeus. É exatamente este cenário sem fronteiras que Roterdã faz questão de apresentar como cartão-de-visita. E a imagem não podia fazer mais sentido. Afinal, aquela que apelidam de “a outra cidade da Holanda”, numa óbvia alternativa ao buliço de Amsterdã, refugia cerca de 125 nacionalidades em pouco mais de 600 mil habitantes. Uma realidade que ajuda a fazer dos tradicionais moinhos, tulipas, queijo e socas de madeira boas sugestões para brindes e postais ilustrados. Signo da água - Dona do maior porto do mundo, não é de estranhar que Roterdã viva sob o signo da água. Aliás, a própria origem do nome vem daí: “Rotte” (nome do rio que a atravessa) e “dam”(que significa dique, a proeza de engenharia com a qual os holandeses roubaram terra ao mar). Mas não é pelos imponentes navios e cargueiros que todos os dias atravessam o famoso canal de Nieuwe que ela é mais conhecida. Grande parte da sedução desta cidade holandesa mora na arquitetura moderna e abstrata, de traços alheios aos padrões mais convencionais, que a tornam um verdadeiro ateliê vivo e em grande estilo. O coração da cidade, arrasado em maio de 1940 pelos bombardeios das tropas de Hitler, acabou por se transformar no terreno de ensaio de arquitetos, engenheiros e artistas cotados entre os melhores do mundo, caso de Jahn, Foster, Quist, Klunder, Maaskant e muitos outros. Totalmente reconstruído, o centro de Roterdã apresenta hoje marcas bem vivas de espírito criativo, sobretudo nos últimos 20 anos. A começar pelas fantásticas Casas Cúbicas (Cubes Houses), desenhadas por Piet Blom, que mais parecem um delírio arquitetônico digno de uma Alice no País das Maravilhas. Surpreendentemente, ainda nenhum dos seus inquilinos revelou sinais de loucura, pelo que uma olhadinha na única casa disponível para visitas é recomendável, sem perigo de contra-indicações. Logo atrás, a torre que batizaram de O Lápis (The Pencil) é só mais uma prova de que a ironia também se materializa no concreto. Não muito longe, a discreta entrada para a estação subterrânea de trens de Blaak ganha dimensão com uma escultura de aço e vidro que se ergue no ar como uma concha.

Surpresas-E dar de cara com esculturas moldadas pelo gênio de Picasso, de Kooning, Gabo, Zadkine ou Rodin é um imprevisto que pode ocorrer ao dobrar a esquina. Maravilhas da arte e da arquitetura moderna que se repetem ao longo da pacata cidade, em obras tão insuspeitas como as sedes da Nationale Nederlanden, o edifício mais alto de Roterdã, e da Unilever ou o quartel-general da KPN Telecom, que fica próximo de um dos últimos orgulhos dos seus habitantes: a ponte de Eramus. Uma obra em homenagem a um dos fundadores do Humanismo e, provavelmente, o cidadão mais famoso da cidade. O mesmo que agora empresta seu nome a uma das estruturas mais marcantes da paisagem de Roterdã, juntamente com o Euromast, uma torre de 100 metros construída como símbolo de uma cidade dinâmica. Em constante mutação. Parte pré-histórica - O mesmo já não poderá se dizer de Delfshaven, a bucólica zona velha da cidade, em tempos o porto de Delft. Sobrevivente ao tempo e aos ataques da Segunda Guerra Mundial, a parte histórica de Roterdã mantém-se fiel à época dos peregrinos que, no século XVII, abalaram a descoberta da América. Hoje as casas aconchegam discretos antiquários, alfarrabistas e restaurantes, com vista para um velho canal que ainda mantém suspensa uma ponte de madeira. Mesmo curto, o passeio vale a pena. Nem que seja para conhecer o moinho que ainda hoje mói os cereais usados na cerveja artesanal, com o qual fabricam também velas, manteiga, mostarda e xarope. Além da antiga destilaria de gim holandês, sobram ainda vestígios da memória de Piet Heyn, um verdadeiro herói desde o dia em que se lançou ao mar desconhecido e acabou capturado pela Armada Espanhola, em 1628.

Dois dedos de prosa-Histórias que se podem revisitar no museu local de Dubbelde Palmboom. Museus, aliás, é o que não falta em Roterdã, desde os típicos herdeiros da história até aos que exibem feitos mais recentes. A maioria concentra-se em pequenos edifícios e quarteirões ao redor de Museum Park, como o de Boijmans Van Beuningen, onde obras assinadas de Bosch, Bruegel, Rubens, Rembrant, Degas ou Monet convivem com as de Dalí e Van Gogh. Ou o Chabotmuseum, que aloja quadros e esculturas do pintor holandês Hendrik Chabot. Ou mesmo o famoso Kunsthal Rotterdam que, sem uma exposição permanente, marca a vida cultural da cidade com constantes iniciativas. Tudo isso sem esquecer o imperdível Prins Hendrik Maritime Museum, para quem os segredos do mar e dos portos ainda têm muito a desvendar. E esta é só uma amostra do que há para ser visto por lá. É que, mesmo numa cidade em que o sol tem vergonha de aparecer todos os dias, as esplanadas e os passeios marcam pontos entre uma população descontraída. Sobretudo entre os numerosos estudantes que a tornam mais colorida e vibrante que o normal. E enchem os cafés e danceterias todas as noites. Afinal, não é à toa que Roterdã tem o maior número de pubs por metro quadrado da Holanda. Os seus habitantes preferem gastar a hora do almoço entre um sanduíche e um café, mas não abrem de dois dedos de prosa, ao final da tarde, com uma generosa cerveja e a companhia dos amigos.

Nos arredores-E se a pacatez da cidade alguma vez for maçante, nada como seguir a recomendação de alguns holandeses mais cosmopolitas para quem “o melhor de Roterdã é ficar só a uma hora de Amsterdã...” Quem andar fugido das multidões apressadas da capital e das “coffe shops” apinhadas, decerto apreciará o ambiente mais recatado da segunda maior cidade holandesa. Mesmo as lojas onde se podem comprar drogas leves afastaram-se do centro, sendo mais fácil encontrá-las nos bairros periféricos, onde o ambiente é bem mais sombrio e as diferentes nacionalidades dos residentes marcam as cores e os cheiros das ruas. Mas, seja onde for, o cenário repete-se em pequenos detalhes, como as pachorrentas bicicletas que se multiplicam pelas estradas, a paisagem eternamente plana, as pessoas apinhadas nos bancos de jardim como lagartos apaziguados pelo calor sempre que o sol lhes sorri por instantes. Discretos prazeres de uma cidade que vive no ritmo do seu rio. Serena, mas sempre em movimento Guia Hotéis Uma visita ao centenário Hotel New York, na zona ribeirinha de Wilhelminapier, é obrigatória, nem que seja só para se embebedar de memórias e do ambiente romântico de final de século. Se preferir um lugar mais central, a escolha é variada, mas os preços rondam o topo. A começar pelo Hilton, na rua Weena, perto da estação de trens. Logo em frente, o Grand Hotel Central é um quatro estrelas mais pitoresco que oferece acomodações quase pela metade do preço, muito embora as reduções também cheguem ao serviço. Mas o ambiente mais jovem e descontraído pode compensar. Para um alojamento mais histórico, nada como procurar o Ocen Paradise, um hotel flutuante de inspiração chinesa, em Parkhaven, junto ao gigante Euromast. Restaurantes Se está habituado a jantar tarde, prepare-se para mudar o ritmo. Os holandeses não são grandes apreciadores de ceias, e encontrar um restaurante com cozinha funcionando depois da dez da noite é quase um milagre. Justiça seja feita a Porto Bello, no número 28 da rua Kruiskade, que além de se estender até às duas e meia da manhã com pratos de inspiração francesa e italiana, recria o ambiente de uma tradicional taverna holandesa. Restaurantes estrangeiros, sobretudo indonésios, gregos, chineses e argentinos, são muitos. O difícil é escolher, mas no centro da cidade o que não falta são opções. Para estômagos mais requintados, nada como tentar o Magido Café Restaurant, no número 185 da Spui, em Hague – que além de colecionar prêmios, reúne especialidades do mundo inteiro – ou o T’Kokkeltje, em Scheveningen, especialista em pratos de peixe. Aliás, é junto à zona portuária de Oude Haven que se encontram as especialidades do mar em ambientes mais refinados e bucólicos. Vá a Roterdã!