Mostrando postagens com marcador COMPORTAMENTO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador COMPORTAMENTO. Mostrar todas as postagens

GUIA PRÁTICO DA BOA FORMA

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Noites de comes e bebes, manhãs passadas na cama, barriga tapando o fiel amigo, olheiras até os pés? Se é certo que você está aproveitando bem a vida, é tempo de se lembrar que o corpo é que paga, e que daqui a pouco você nem sequer será capaz de mudar um pneu do seu carro, quanto mais fugir do irmão daquela loira de 18 anos com quem você anda “ficando”. Como está sem dinheiro para sair de férias e se recuperar fazendo churrascadas para os amigos, aqui vão algumas sugestões

Vício Nº 1: Preguiça
Diagnóstico
Ver horas de TV a fio (e, sim, o pornô também conta) bebendo cerveja, comendo amendoins e batatas fritas vai transformá-lo depressa numa bola depressiva e preguiçosa, com o bônus de estar a caminho de desenvolver diabetes e problemas de coração. E, mais importante, só nos filmes é que elas gostam de gordinhos.
O que fazer?
Seis meses de aeróbica, andar um pouco, jogging e bicicleta baixam drasticamente as possibilidades do seu coração explodir como um balão.

O nosso plano
Fácil. Entre numa academia e diga a seus amigos que é por causa da população feminina que frequenta. Arranje uma camiseta do Iron Maiden, de preferência preta, e calce o tênis mais velho que tiver. Siga as instruções dos professores à risca, mas diga-lhes que está fazendo isso por causa de uma promessa: – “Jurei que se o meu filho ficasse bom depois do acidente, jogaria bola com ele todos os dias no parque” (Se não tiver filhos, invente um sobrinho – todo mundo tem sobrinhos). Use a mesma história para jogar a conversa, e insista que a obesidade é um problema de família. Assim ficará com um corpo de sonho e elas vão derreter-se mais depressa que um Cornetto na praia.

Vício Nº 2: tabaco

Diagnóstico
Você é especial: deve ser das únicas pessoas no mundo que ainda não sabe que a única coisa boa do cigarro é quando o maço chega ao meio e já temos espaço para guardar o isqueiro. Enfisemas, bronquites, problemas de coração e câncer de pulmão dão muito dinheiro aos médicos e aos laboratórios. Faça com que não seja o seu e apague já essa idéia.
O que fazer?
Deixar de fumar hoje. Felizmente, diz quem sabe, os pulmões se recuperam, a comida volta a fazer bem e o seu ritmo cardíaco agradece quase instantaneamente. A sua forma geral também melhora (mas isso você já sabia).
O nosso plano
É difícil de parar, não é? Se não consegue, pelo menos reduza e interesse-se por pastilhas de nicotina e por aqueles adesivos que você achava que só as mulheres usavam. A nicotina (a substância viciante) continua a entrar-lhe no corpo, mas o fumo e o alcatrão ficam de fora. Se nem disto é capaz, você não tem personalidade, mas mesmo assim, aqui vão umas dicas:
1. Fume um cigarro a menos por dia durante um mês, dois passado o segundo, e aí por diante.
2. Apague o cigarro mais cedo e pare de fumar até ao filtro.
3. Esconda os cigarros de si mesmo – deixe de carregá-los e dificulte a você mesmo encontrá-lo.
4. Marque horas para começar e para parar: fume só entre as 10 da manhã e as 10 da noite.
5. Esqueça essa enganação dos light: acaba-se fumando mais.


Vício Nº 3: álcool
Diagnóstico
O ácool é o pior amigo do fígado e isto só se torna um problema se for o seu. Saiba que nem sempre se percebe que ele está em mau estado. Mas, se anda bebendo mais de quatro copos por dia, é hora de pensar duas vezes (ou mais).
Outros problemas, como diabetes e ataques do coração, também têm a mania de aparecer naqueles que abusam do álcool.
O que fazer?
Felizmente somos melhores que as máquinas e nosso fígado tem uma grande capacidade regenerativa. Por isso, reduza enquanto é tempo, porque milagre não existe.
O nosso plano
Tire férias. Se o nosso fígado só precisa de dois dias para se ver livre do álcool, pare durante duas semanas para limpar bem o organismo. Depois, aprenda matemática, porque o que interessa é a quantidade de álcool ingerida. Ou seja: quatro garrafas de destilado não é o mesmo que quatro cervejas, e por aí afora. Finalmente, se não tiver outro jeito, tente beber apenas duas vezes por semana e nunca em dias consecutivos.

Vício Nº 4: sexo, sexo, sexo


Diagnóstico
Por um milagre qualquer, você não mente sobre quantos dentes tem e conhece mesmo muitos jogos de lençóis por essa cidade afora? E nem sempre apostou na camisinha como um intermediário? Humm, podemos ter um problema, além dos maridos com a cabeça pesada e mulheres furiosas porque você não telefonou como havia prometido.
Além da AIDS, há a herpes, a gonorréia e meia dúzia de infecções que vão transformar o seu “instrumento” num instrumento de tortura.
O que fazer?
Além da AIDS, que mata mesmo, as outras infecções podem ser curadas ou controladas (pois a herpes não tem cura). É hora de ir ao dicionário e decorar a definição de ‘preservativo’.
O nosso plano
Até agora tudo bem e nada de grave no “meio de campo”? Antes de se tornar um “Casanova”, vá ao médico e peça uma pesquisa completa de doenças venéreas. Não se esqueça que se é verdade que os amigos são para as ocasiões, há ocasiões em que os amigos não podem comparecer.
Mas, e se o azar já tiver batido à porta?
Com exceção do maldito vírus que lhe dará direito a uma passagem para o além, o seu médico saberá o que fazer. E uma má notícia: a maior parte desses problemas transmite-se também por via oral.

Vício Nº 5: A gula

Diagnóstico
Não gosta de sopinha e acha que as saladas são comida de grilo? Você é mais chegado a molhos, batatas fritas
e risoles? E já ouviu falar de diabetes de tipo 2, uma arma do diabo que pode causar cegueira, problemas nos rins e até amputação de membros (a gangrena não é uma coisa que tenha acabado quando a nossa frota de descobrimentos afundou)? Ainda está nessa?
O que fazer?
Tudo tem solução. Os maus hábitos alimentares podem ser corrigidos, desde que sejam corrigidos
a tempo. Há tempo.
Entendeu?
O nosso plano
1º passo: Pese-se e depois compare com seu peso ideal. Se só precisa perder cinco quilinhos, não se preocupe muito. Passe para leite magro, coma mais fruta e legumes e pense duas vezes antes de comer o salgadinho da esquina.
2º passo: “Cerveja e só cerveja” tem de passar a ser o seu lema. A partir de agora, sempre que não estiver tomando cerveja, beba água e risque esses refrigerantes, que ainda por cima só lhe estragam os dentes. Só para se ter uma idéia, duas latas a menos por dia, são menos dois quilos num mês.
3º passo: Dê umas “beliscadas” entre as refeições, mas sem exagero. Procure não chegar às refeições esfomeado que nem um lobo, mas não se encha de batatas fritas ou de outras delícias gordurosas.
4º passo: Esqueça o prato vazio. Se quer emagrecer, deixe sempre qualquer coisa. (O quê, gosta de limpar o molho com o pão? Gostava...)
5º passo: Adeus aos molhos. Maioneses e essas coisas têm mais gordura que um urso quando começa a hibernar.
6º passo: Tente mudar os hábitos. Em vez de um sorvetão, salada de frutas.
7º passo: Aposte na dificuldade. Se você tiver que descascar, literalmente, o abacaxi, comerá menos.

PARA CHAMAR SUA ATENÇÃO

domingo, 29 de junho de 2008

Os streakers rompem com as normas do politicamente correto. Para muitos,a nudez já não é tabu,mas continua a ser transgressora: é a forma de atrair mais atenção.O fotográfo Spencer Tunick por exemplo, massificou a nudez.Já chegou a fotografar 18 mil pessoas nuas. Todas posaram espontaneamente.

A revista “Playboy” recorre a dez desempregadas da Enron para aumentar as vendas
Nunca lhes havia passado pela cabeça que a empresa onde trabalhavam pudesse falir, e muito menos ficarem famosas às custas dessa quebra. Dez desempregadas da Enron posaram para a
revista Playboy, em frente à sede da multinacional norte-americana. A escolha foi difícil: foram mais de 300 candidatas dispostas a ser capa da ‘Playboy’ . Com dez páginas reservadas às playmates da Enron, a revista pretende alcançar recordes de vendas. Houve até quem quisesse abrir um debate sobre os limites éticos do marketing, se é que ainda existem, mas as “modelos” já disseram, sem complexos, que posaram por diversão e também para ganhar um dinheirinho extra.
Final do torneio de Wimbledon de 1996. Richard Krajicek e Malivai Washington estão na quadra, prontos para iniciar a final do torneio sobre a g
rama mais importante do mundo. De repente, uma jovem começa a correr pelo campo completamente nua. A cena, com dois seguranças tentando apanhá-la, serviu para descontrair Krajicek, mas custou o título ao americano. Ou, pelo menos, foi como justificou a derrota: “Vi aquelas coisas a balançarem na minha frente e fiquei nervoso”. Já na final deste ano do torneio, Mark Roberts aproveitou a primeira interrupção do jogo, provocada pela chuva, para brincar todo nu junto à rede. Mark Roberts e Melissa Johnson são streakers, termos que designa as pessoas que aprecem nuas em lugares públicos. Exibem-se com a mesma naturalidade com que dois mil anos antes faziam os atletas que participavam nos Jogos Olímpicos. Mas agora a intenção é bastante evidente: não tem a ver com a exaltação do corpo humano perfeito.

A primeira-A primeira streaker passeou montada a cavalo pelo mercado de Coventry, no século XI. Lady Godiva aceitou o desafio do marido, responsável pelos assuntos financeiros da localidade, de atravessar Coventry toda nua, conseguindo assim que ele baixasse os impostos para os camponeses. Desde então, Godiva é uma referência para os streakers. Passaram para a história os jovens que, no meio de uma multidão, se manifestaram vestidos apenas com máscaras de Nixon, para exigir a sua ida à barra dos tribunais. Ou os estudantes portugueses que mostraram o traseiro em frente à Assem-
bléia da República, contra a polí-

tica das propinas, em 1995.
A reivindicação faz parte do espírito streaker desde as origens, mas o seu significado
tem-se ampliado com os anos. Quais são os termos que o definem? Fundamentalmente, dois: trata-se de uma ação ilegal, que rompe com as normas do politicamente correto, e está planejada para ter repercussão nos meios de comunicação social. Ou simplesmente provocar o riso.
É um modo de desafiar o poder; tem algo de travessura infantil e implica uma descarga de adrenalina que normalmente acompanha as ações que rompem com as normas. “A sensação de risco pessoal aumenta a sua repercussão social”, afirma a psicóloga australiana Doris Mcllwain.
O pior são as ameaças. Em Pamplona, um habitante disse a um dos membros da Peta (People for the Ethical Treatment of Animals): “Vê lá se você quer que lhe cortem suas orelh
as e seu traseiro.”

O QUE É A BELEZA?

quinta-feira, 12 de junho de 2008


“A beleza das coisas está no espírito de quem as contem pla”, afirmou David Hume. E es

tá também no de quem as cria: pelo menos está no trabalho d o fotógrafo Jurgen Osterhild. Nesta página, revelamos para você algumas das suas obras, assim como modelos estéticos de diferentes culturas.

Num recente estudo, efetuado por psicólogos da Universidade de St. Andrews, na Escócia, no qual um grupo de voluntários elegeu, entre outras coisas, o tipo físico que o atraía mais, a conclusão não deixa de ser curiosa. Todos procuramos alguém o mais parecido possível conosco

Estética e prestígio-O atrativo da tatuagem, a força física extraordinária ou a brancura dos dentes. As tatuagens, atualmente em moda na nossa sociedade, eram para os Maori uma espécie de maquiagem heráldica, conhecida com o nome de Moko, que definia a sua função e a hierarquia social, a família a que pertenciam e o estado civil. Com a chegada dos europeus à Nova Zelândia, esta dolorosa arte sagrada converteu-se em símbolo de orgulho de um povo. No Japão, por exemplo, é um orgulho pertencer à elite dos lutadores de sumô. Venerados pela sociedade, estes homens dão uma enorme importância ao seu aspecto físico (a gordura é mesmo (formosura), dando especial atenção ao penteado típico. Para os homens da tribo borobo, na Nigéria, o ritual para atrair o sexo oposto consiste em ostentar uns dentes perfeitos e um branco dos olhos imaculado.

Aos olhos do público- A psiquiatra norte-americana Nancy Etcoff defende na sua obra ‘A Sobrevivência do Mais Belo’ que as pessoas mais atraentes têm vantagens em relação às menos bonitas. Conseguem mais facilmente a confiança dos outros, possuem maior poder de persuasão e inspiram bondade. Além disso, acrescenta que existem certos traços físicos, como um nariz pequeno, olhos grandes e caras redon-das, que todos identificamos como belos, porque os associamos ao aspecto de um bebê. Como se não bastasse, defende que a beleza física transmite, na realidade, uma promessa de fertilidade e de uma descendência forte e sã. Talvez assim se explique o êxito dos concursos de beleza, a existência de divas do cinema, as rígidas normas estéticas do vestuário ou da maquiagem...



ALIANÇA COM O DINHEIRO

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Ivana Trump


“Sou um pesadelo”

Robert Cohen é o mais temido advogado dos Estados Unidos especialista em divórcios. Conseguiu para Ivana Trump uma indenização de 20 milhões de dólares.
Ele assume que é uma figura polêmica em Nova York e não esconde as suas origens humildes. Robert Cohen, temido por uns e odiado por muitos, é um cínico absoluto, mas também tem seu lado humano.
Catherine Zeta-Jones


O sr. é conhecido nos Estados Unidos como o
"assassino", o "doberman", ou o "pior dos pesadelos". Sente-se ofendido ou lisonjeado com esses apelidos?
Sinto-me honrado. Nasci de uma família muito pobre e estou muito feliz com meu êxito. Sinto-me lisonjeado quando algumas das pessoas mais poderosas dos Estados Unidos me telefonam para representá-las no divórcio.
Já recebeu ameaças de morte por parte de maridos enraivecidos?


Nunca. Mas sou seguramente uma figura polêmica em Nova York. Antes de ir a um jantar oficial, estudo primeiro a lista de convidados. Já aconteceu cruzar-me com adversários que recusaram sentar-se à mesma mesa ou se levantaram quando cheguei. Também para mim são situações bastante desagradáveis.

No processo de divórcio do casal Welch - até aqui o mais caro e mais polêmico divórcio já realizado nos EUA - a mulher do antigo presidente da General Eletric forneceu ao Tribunal documentos secretos da empresa para conseguir uma indenização no valor de 500 milhões de dólares. Acha certo uma esposa tentar enriquecer a custa do sucesso de uma empresa?

A minha opinião depende sempre do lado que represento. É claro que, para um antigo presidente de um grupo empresarial, como Jack Welch, é sempre violento ser obrigado a pagar uma quantia como esta pela qual teve de trabalhar duro.

A senhora Welch revelou que a General Eletric se comprometeu a pagar ao marido até ao fim da sua vida todas as contas de restaurante, de lavanderia e até as lâmpadas dos seus seis apartamentos. O que está sendo debatido agora é se uma esposa tem direito ao acesso às contas de despesas do marido. Os grandes grupos econômicos têm algum receio quanto à confidencialidade de documentos internos.
Por sua vez, Jack Welch denunciou que a mulher mantinha uma relação com o motorista italiano. Essa informação trouxe-lhe algum benefício do ponto de vista financeiro?

Em Nova York, foi reintroduzido há alguns anos o princípio da culpabilidade. Motivos para pedir um divórcio são, por exemplo, o adultério ou o comportamento cruel. Pessoalmente, considero isso um perfeito disparate. Só faz com que os divórcios se tornem mais sujos e mais caros.

Isso, para o sr., é bem proveitoso?

Os meus honorários não dependem do valor da indenização, mas é verdade, que, às vezes, recebo honorários bastante elevados.

Quanto cobra a hora?


Seiscentos dólares. Sou rápido para trabalhar.

O sr. já representou o ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, a mulher de Robert de Niro, Grace, e Ivana Trump. Os ricos sofrem mais com o divórcio do que os pobres?

O pesadelo é o mesmo. Independentemente de ser o professor primário que perde a sua casinha no valor de 200 mil dólares ou o industrial que perde o seu patrimônio de 100 milhões. Os medos são os mesmos. A diferença é que os clientes ricos são mais exigentes. É mais freqüente telefonarem-me no meio da noite.

Recentemente, o sr. publicou um guia matrimonial. Foi a forma que encontrou para pagar pelos seus pecados?

As pessoas que vêm a mim querem o "assassino". Para muitos, é o negócio da sua vida. Tenho a capacidade de fazer vingar as suas pretensões; mas também posso ajudar a salvar o casamento.

O advogado mais implacável de Nova York no papel de psicólogo matrimonial?

Acredite. Divorciei-me duas vezes e falo por experiência. O pior casamento é sempre melhor do que um divórcio traumático. Digo aos meus clientes sem rodeios: você vai passar pela pior fase da sua existência, vai ler as coisas mais íntimas sobre a sua vida, vai assistir seus filhos ficarem traumatizados, deixará de conseguir dormir, de desempenhar o seu trabalho como deve. Será um inferno.

E, ao mesmo tempo, vai pondo lenha na fogueira, ao levar os seus clientes a revelarem os segredos mais íntimos?...

É meu dever conhecer as histórias mais bizarras para não permitir que o advogado do adversário se sirva delas para extorquir dinheiro ao meu cliente. Como, por exemplo, no caso daquele homem, administrador de uma grande empresa norte-americana, que ao fazer sexo gosta de se fantasiar de galinha. Seria terrivelmente incômodo para ele que as pessoas tivessem diante dos olhos a sua imagem vestido de galinha.
Levados pela febre da vingança, os famosos gostam de revelar os detalhes mais sórdidos, como recentemente aconteceu com o seu cliente James Gandolfini, protagonista de "Os Sopranos e a Mulher".
Foi uma coisa bastante feia. A mulher acusava-o das coisas mais horrendas: amantes, drogas, álcool. Dou graças a Deus por terem chegado a um acordo. Acontece que os divórcios entre pessoas famosas recebem muito destaque na imprensa. Quando Michael Douglas se divorciou, recebeu imensa publicidade e, além disso, casou-se com aquela mulher lindíssima, a Catherine Zeta-Jones. A mensagem "homens, divorciem-se, pois as coisas só podem melhorar!" é um absurdo.

De acordo com a imprensa especializada, o primeiro casamento de Michael Douglas fracassou por ele estar viciado em sexo. O segundo casamento tem melhores perspectivas?

Tenho a impressão de que tem grandes. Hoje em dia, esse tipo de vício é tratado numa clínica no Arizona. Geralmente, porém, os segundos casamentos estão desde logo sujeitos a uma enorme pressão por causa da família anterior. Já assisti a tantos divórcios em que ela odiava os filhos dele e vice-versa.

Quais são os motivos mais freqüentes para um divórcio?

Dinheiro. Quando um dos parceiros tem o dinheiro e o outro já não suporta o desequilíbrio das forças. Mas a razão principal são os casos extraconjugais. Há o exemplo da mulher, casada há 20 anos com um homem com uma carreira de êxito, mãe de três filhos, que quer o divórcio, dizendo que ela e o marido se afastaram. Quando insisti, acabei descobrindo que ela tem um caso com o jardineiro.

Já por duas vezes, o sr. enfrentou Donald Trump na barra dos tribunais. O multimilionário não aprendeu com o primeiro divórcio de Ivana?

No segundo casamento, com Marla, provou-se que é importante conhecermos os antecedentes do parceiro. Mesmo assim, foi inteligente a ponto de ter celebrado um pacto antenupcial. Não me canso de dizer aos meus amigos para não se esquecerem do pacto antenupcial.

O que o sr. alteraria nas leis de divórcios americanas?

Iria torná-las muitíssimo mais simples. É uma lei complicada demais, sobretudo no que se refere aos aspectos financeiros.
As autoridades do Estado de Luisiana dificultaram, recentemente, o recurso ao divórcio.
Em três ou quatro estados do sul, foram criados os chamados Cooling Off Periods (períodos de arrefecimentos dos ânimos) para pessoas que queiram divorciar. Antes de se divorciar, devem dirigir-se aos serviços de aconselhamento matrimonial. Existe nos EUA uma enorme pressão no sentido de fazer alguma coisa contra as elevadíssimas taxas de divórcio. O presidente Bush falou na hipótese de criar incentivos financeiros para os casais. É um disparate. Não se pode obrigar as pessoas a ficarem juntas.

O número de clientes diminuiu com a crise econômica?

Não. Tenho imenso trabalho. Assuntos do coração não são certamente decididos em função do bolso. As pessoas continuam a divorciar-se. Este século promete ser pior do que o século passado.
Qual é a solução?
Tal como afirma Danny de Vito, no filme "A Guerra das Rosas", pessoas que gostam e gatos deveriam casar com pessoas que gostam de gatos e pessoas que gostam de cães com pessoas que gostam de cães. Se bem que as personalidades sejam um pouco mais complexas do que isso. É freqüente escolhermos alguém que tenha as mesmas fraquezas que nós. Uma pessoa que gosta de beber casa-se muitas vezes com outra que bebe. Assim, ninguém pode ficar admirado se o casamento fracassar.

Foi a experiência que o transformou num cínico?

Seguramente. Nunca compreendo a crueldade que as pessoas desenvolvem no relacionamento com o outro. Mas depois conheci a minha terceira mulher. Hoje, sei que o casamento pode ser algo de fantástico.

Teria desejado que as suas ex-mulheres o tivessem como advogado?

Claro. Recomenda-me-ia a qualquer pessoa.

Qual foi o divórcio mais curioso da sua carreira?

Um fulano estava indicado para ocupar uma posição de destaque em Washington. Tinha uma amante e a mulher estava cheia de ódio, ao ponto de lhe querer tirar tudo. O casal tinha três limusines e um Volkswagen. Ele estava disposto a lhe dar os três automóveis de luxo. Quando, após anos de duras negociações, chegamos finalmente ao momento da assinatura o acordo, ela puxou-me para o lado e disse: "Quero tanbém o Volkswagen". Respondi que ela deveria estar louca, pois estava pondo tudo a perder. Manteve-se impávida. Quando isso chegou aos ouvidos do marido, ele ficou passado. Esse homem distinto, de camisa branca, gravata e sapatos polidos, subiu para a mesa da conferência, tirou a gravata, o terno, a camisa e os sapatos. Observávamos a cena com incredulidade. Foi então que despiu também as cuecas, agarrou nos testículos e disse: "Se também quiseres o suor dos meus tomates, toma!" Depois, desceu da mesa. E ela ficou com o Volkswagen